HISTÓRIA DA FILOSOFIA III - NEAD UFSJ FILOSOFIA FORUM 1
QUESTÃO1
POR QUE DESCARTES VÊ A NECESSIDADE DE PRESSUPOR UM GÊNIO MALIGNO (MEDITAÇÃO PRIMEIRA)?
O "gênio maligno" é uma dúvida, não uma suposição. A suposição é a crença de que se pode fazer indução de forma confiável, inferindo que o universo tem algum tipo de ordem regular que permanecerá verdadeira no futuro simplesmente porque permaneceu verdadeira no passado.
Descartes aponta que seus sentidos e cognição finitos significam que nunca se saberá, absoluta e completamente com certeza, que tem uma imagem precisa do mundo. Não há como refutar isso em tempo finito e com meios finitos. A única diferença entre o Gênio Maligno e o problema da indução é teleológica: Descartes tenta transmitir o mesmo ponto imaginando uma entidade que está deliberadamente enganando, enquanto Hume propõe que não precisa disso, apenas de um universo que não é compreendido..
demônio maligno é um ser hipotético que poderia enganá-lo sobre a existência do mundo externo e até mesmo sobre verdades matemáticas básicas. Descartes utilizou esse cenário para explorar a natureza da dúvida e da certeza.
Para negar a existência do demônio maligno, Descartes recorre, em última análise, à sua famosa conclusão: "Cogito, ergo sum" ("Penso, logo existo"). Eis como ele se dirige ao demônio maligno:
QUESTÃO2
DIANTE DA SUPOSIÇÃO DE UM GÊNIO MALIGNO E ENGANADOR, QUAL É A PRIMEIRA VERDADE FILOSÓFICA CONSTATADA POR DESCARTES (MEDITAÇÃO SEGUNDA)?
Eis o que Descartes diz:
“...Eu me convenci de que não há absolutamente nada no mundo, nem céu, nem terra, nem mentes, nem corpos. Não se segue daí que eu também não existo? Não: se me convenci de algo, então certamente existi. Mas [suponha] que haja um enganador com poder e astúcia supremos que esteja deliberada e constantemente me enganando. Nesse caso também, eu indubitavelmente existo, se ele estiver me enganando; e que ele me engane o máximo que puder, ele nunca fará com que eu seja nada enquanto eu pensar que sou alguma coisa. Portanto, depois de considerar tudo cuidadosamente, devo finalmente concluir que esta proposição, eu sou, eu existo, é necessariamente verdadeira sempre que for apresentada por mim ou concebida em minha mente.”
Descartes acredita ter encontrado uma crença imune a qualquer dúvida. Essa é uma crença que ele pode ter certeza de ser verdadeira, mesmo que esteja sonhando, ou que Deus ou um demônio maligno esteja tentando enganá-lo o máximo possível.
Segundo o pensamento do filósofo, ao duvidar de algo, já se estaria pensando e, duvidando, portanto pensando, existiria. Descartes entendia que, ao duvidar, estava pensando e, por estar pensando, existia. Dessa forma, a existência do pensamento foi a primeira verdade irrefutável que ele encontrou
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