FILOSOFIA POLÍTICA I - NEAD UFSJ FILOSOFIA - FORUM 1
QUESTÃO 1
QUAIS ERAM AS RELAÇÕES ENTRE SÓCRATES E OS SOFISTAS.
A relação entre Sócrates e os sofistas e sua importância são esclarecidas nos capítulos do livro, com cada capítulo focado em um sofista específico. O capítulo três, analisa Protágoras a partir do diálogo , com atenção ao seu grande discurso, que tenta demonstrar que a virtude pode ser ensinada. Tanto Sócrates quanto Protágoras utilizam técnicas semelhantes de mito, relatos da cidade e oratória (transmitindo mensagens diferentes a públicos diferentes no mesmo discurso), mas que Protágoras permanece no mundo das aparências em busca da virtude (segurança, estabilidade, reputação), enquanto Sócrates continua em busca de algum conhecimento além dela.
QUESTÃO 2
É POSSÍVEL SUSTENTAR QUE SÓCRATES SERIA UMA ESPÉCIE DE SOFISTA?
Sócrates é considerado um filósofo, não um sofista, mas essa distinção pode ser amplamente atribuída ao relato de Platão sobre sua vida e pensamento. Afinal, Sócrates acreditava em verdades absolutas, não aceitava dinheiro de seus alunos, nunca deixou Atenas para se tornar um tutor itinerante da elite grega e não contava com a retórica, mas sim com o diálogo. Em "As Nuvens", peça de Aristófanes, Sócrates é mais ou menos retratado como um sofista. Embora seja uma comédia, temos razões para pensar que não é arbitrária nem distante de parte da opinião popular. Tanto Sócrates quanto os sofistas criticaram e questionaram a condição de sua época, incluindo a política, as tradições e a percepção impessoal da religião e da moralidade. Além disso, a distinção entre filósofos e sofistas não é considerada clara, ainda hoje em dia.
Os sofistas eram professores itinerantes na Grécia Antiga que alegavam ensinar o sucesso na vida pública, frequentemente com foco na retórica e na verdade relativa. Eles enfatizavam o discurso persuasivo e as interpretações subjetivas da moralidade e do conhecimento.
Em contraste, Sócrates buscava verdades objetivas e absolutos morais, frequentemente recorrendo a métodos dialéticos para expor contradições nas crenças de seus interlocutores. Seu objetivo era promover o pensamento crítico e a autoanálise, em vez de ensinar visando ganho financeiro, o que era uma marca registrada da sofística.
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