FILOSOFIA DA LINGUAGEM - NEAD UFSJ FILOSOFIA - TAREFA 1

 

DIÁRIO DE LEITURA FILOSÓFICA                                                            (BRAIDA, Celso Reni. Filosofia da Linguagem I.Cap 1 e 2)

 

1º DIA DE LEITURA                                                                                                  Data: 06/10/2025                                                            
Hora de início: 15h30

3 - Condições preliminares
(a) Recursos materiais disponíveis: livro em PDF, disponível na biblioteca do curso de Filosofia (NEAD/UFSJ), Filosofia da Linguagem I, de Braida; bloco de anotações e notebook.
(b) Tipo de ambiente: escritório silencioso em casa.
(c) Nível de ruído: baixo (silêncio predominante).
(d) Fatores de distração: telefone no modo silencioso e notificações do computador desativadas.
(e) Tempo reservado para a leitura: 90 minutos.
(f) Meta em volume de leitura: páginas 16 a 23 (8 páginas).
(g) Nível de descanso ou cansaço: bem descansado.
(h) Fatores fisiológicos: fome leve; água próxima.
(i) Estado de atenção e concentração durante a leitura: alto nível de concentração e foco.

4 - Condições emocionais e afetivas
(a) Curioso, motivado e engajado na compreensão conceitual.
(b) Calmo, atento e receptivo.
(c) Não houve apreensão ou frustração.
(d) Não houve tédio ou desinteresse.

5 - Obra lida (referência ABNT)
BRAIDA, Celso Reni. Filosofia da Linguagem I. Florianópolis: EAD/UFSC, 2009. Disponível em: repositório.ufsc.br. Acesso em: 06 out. 2025.

6 - Título da seção lida: 1 – A concepção moderna de linguagem.

7 - Considerações detalhadas sobre os parágrafos lidos

Parágrafo 1: A ideia central é que a Filosofia da Linguagem surge como uma disciplina reflexiva sobre a própria linguagem, não apenas como instrumento de comunicação. Essa abordagem evidencia uma mudança de perspectiva: da linguagem como algo externo ao pensamento para a linguagem como um veículo essencial para a expressão de ideias já formadas. A importância desse parágrafo está em mostrar o nascimento da filosofia da linguagem moderna e a crítica à visão de linguagem como mero instrumento.

Parágrafo 2: O foco está na relação entre pensamento e linguagem. A linguagem é secundária; as ideias surgem na mente e a linguagem apenas as expressa. Isso reforça a herança platônica e a tradição de Port-Royal, mostrando que, segundo essa concepção, o ato de pensar é independente da linguagem. A reflexão aqui evidencia que, para essas teorias, a linguagem não molda o pensamento, mas apenas o comunica, o que limita a compreensão do papel ativo da linguagem na constituição do conhecimento.

Parágrafo 3: John Locke aprofunda a concepção da linguagem como meio de comunicação. Ele destaca que as palavras são sinais das ideias internas, que surgem da experiência sensorial. No entanto, a limitação dessa visão é clara: não há garantia de que a linguagem reproduza fielmente as ideias ou a realidade, o que leva a problemas epistemológicos como o solipsismo e dificuldades no aprendizado linguístico. Esse parágrafo evidencia a fragilidade da concepção moderna ao lidar com a transmissão e a compreensão de ideias.

8 - Percepções pessoais sobre a experiência de leitura
(a) Esforço mental demandado: médio-alto; leitura exige atenção à densidade conceitual e à articulação de ideias históricas e filosóficas.
(b) Pontos de fricção: compreender a distinção entre significado mental e linguístico, integrar os conceitos de Locke e de Port Royal, e refletir sobre as implicações práticas na comunicação cotidiana.

9 - Ganho de conteúdo
(a) Compreensão:
– Linguagem como instrumento de comunicação; pensamento independente;
– Formação de ideias simples, complexas e abstratas;
– Advertência de Locke sobre palavras vazias de significado;
– Problemas epistemológicos na comunicação de ideias entre diferentes mentes.
(b) Domínio:
– Teoria do juízo da Lógica de Port Royal;
– Relação entre palavras, ideias e realidade;
– Crítica ao uso automático da linguagem, reforçando a necessidade de atenção ao significado das palavras.
(c) Segurança plena para ensinar:
– Explicar a concepção moderna de linguagem e sua distinção entre pensamento e expressão verbal;
– Discutir a teoria de Locke sobre sinais sensíveis e ideias internas;
– Contextualizar historicamente e filosoficamente, incluindo a relevância da crítica de Locke à superficialidade da comunicação.

 

RESUMO:
       As páginas lidas,
apresentam a visão moderna da linguagem como um instrumento exterior ao pensamento, fundamentada na filosofia da consciência. Para autores como Locke, Mill e Brentano, a linguagem serve apenas para comunicar ideias mentais, sem participar de sua formação.

       Segundo Locke, as palavras são sinais sensíveis usados para expressar as ideias internas da mente, formadas por meio das impressões sensoriais. As ideias simples (como quente, azul, pedra) se combinam em ideias complexas, e as palavras apenas tornam essas ideias comunicáveis. Assim, o pensamento é interno e a linguagem é apenas um meio externo de expressão.

       Essa concepção gera três grandes problemas:

  1. Solipsismo e ceticismo – não é possível garantir que duas pessoas compartilhem as mesmas ideias.
  2. Dificuldade de aprendizagem da linguagem – se as ideias são prévias às palavras, como uma criança poderia aprender o significado das palavras?
  3. Limite da abstração – a teoria não explica ideias que não derivam de objetos sensíveis (como as matemáticas e lógicas).

Em síntese, a concepção moderna entende a linguagem como um instrumento de comunicação, subordinado ao pensamento. A Filosofia da Linguagem contemporânea surgirá ao questionar essa visão e propor que o próprio pensar é inseparável da linguagem.

 

 

 

2º DIA DE LEITURA
Data: 07/10/2025
Hora de início: 09h30

3 - Condições preliminares
(a) Recursos materiais disponíveis: texto em PDF acessado no notebook.
(b) Tipo de ambiente: quarto, ambiente fechado e confortável.
(c) Nível de ruído: baixo.
(d) Fatores de distração: notificações do celular (silenciadas durante a leitura).
(e) Tempo reservado para a leitura: 90 minutos.
(f) Meta em volume de leitura: 5 páginas (pp. 23–27).
(g) Nível de descanso ou cansaço: ainda com energia.
(h) Fatores fisiológicos: leve sede; sem fome ou sono.
(i) Estado de atenção e concentração: concentrado e estável.

4 - Condições emocionais e afetivas
Durante a leitura, mantive um estado calmo e atento, com curiosidade sobre as ideias de Mill e interesse em compreender suas diferenças em relação à concepção de Locke.

5 - Obra lida (referência ABNT)
BRAIDA, Celso Reni. Filosofia da Linguagem I. Florianópolis: EAD/UFSC, 2009. Disponível em: repositório.ufsc.br. Acesso em: 07 out. 2025.

6 - Título da seção lida: A teoria dos nomes de Stuart Mill (p. 23–27).

7 - Considerações sobre os conteúdos dos parágrafos lidos

Parágrafo 1: Mill destaca a importância central da linguagem para a lógica e a filosofia, rompendo com o paradigma lockeano de que palavras representam ideias internas. Ele introduz a análise da linguagem como “necessária” para a lógica, mostrando que a relação entre nomes e objetos não se dá por codificação de ideias, mas por uma conexão direta, o que representa um avanço metodológico e conceitual na Filosofia da Linguagem.

Parágrafo 2: Mill diferencia “denotação” e “conotação”. Nomes próprios denotam diretamente objetos sem implicar atributos, enquanto nomes comuns conotam características que selecionam os objetos. Isso modifica a relação tradicional entre linguagem, pensamento e mundo, mostrando que a linguagem não depende da formação de ideias internas para funcionar.

Parágrafo 3: A teoria de Mill implica uma mudança no conceito de juízo: em uma frase como “Sócrates é humano”, “Sócrates” denota o objeto diretamente, enquanto “humano” denota objetos e conota atributos. Ainda que Mill valorize a análise da linguagem, ele mantém a visão instrumental da linguagem como ferramenta do pensamento, eliminando o mediador representacional. Entretanto, surgem problemas, como a compreensão compartilhada de nomes próprios e sua aplicação em contextos ficcionais, que seriam abordados posteriormente pelas teorias da referência direta e causal.

8 - Percepções pessoais sobre a experiência de leitura
(a) Esforço mental demandado: médio. O texto exige atenção para compreender a distinção entre conotação e denotação e suas implicações filosóficas.
(b) Pontos de fricção: compreender como Mill rompe com Locke, mas ainda mantém uma visão instrumental da linguagem, foi o ponto mais desafiador.

9 - Ganho de conteúdo
(a) Compreensão:
– Diferença entre denotação (relação direta com o objeto) e conotação (atributos associados);
– Entendimento de que nomes próprios e comuns têm funções diferentes na linguagem.
(b) Domínio:
– Os nomes próprios não conotam atributos, apenas denotam objetos individuais.
(c) Segurança plena para ensinar:
– A importância da teoria de Mill na transição da concepção representacional da linguagem para uma visão mais voltada à relação direta entre palavras e mundo, antecipando as teorias de referência direta do século XX.

RESUMO:
          Stuart Mill propôs uma teoria inovadora dos nomes que questiona a concepção representacional de Locke. Para Mill, os nomes próprios denotam diretamente os objetos, sem depender de ideias ou atributos desses objetos. Já os nomes comuns possuem também conotação, pois selecionam objetos com certos atributos compartilhados (ex.: “retângulo” denota todos os objetos com lados retos e ângulos retos, mas conota as propriedades geométricas).

       A teoria de Mill muda a relação entre linguagem, pensamento e mundo, afetando também a lógica e a estrutura do juízo, que deixa de ser apenas a união de ideias e passa a atribuir propriedades a objetos.

        Apesar de valorizar a análise da linguagem, Mill ainda vê a linguagem como instrumento do pensamento, e a teoria apresenta limitações: não explica como diferentes falantes se entendem ao usar o mesmo nome próprio, nem como funciona em contextos fictícios. Essas questões só serão abordadas por teorias do uso e da referência direta no século XX.

       Em resumo, Mill introduz a ideia de que as palavras podem significar de modos diferentes, distinguindo entre denotação (referência direta) e conotação (atributos), abrindo caminho para as teorias modernas da linguagem.

 

 

 

 

3º DIA DE LEITURA

Data: 08/10/2025.

Hora de início: 19h30 .

3 - Condições preliminares

(a) Recursos materiais disponíveis: texto em PDF do livro Filosofia da Linguagem I, notebook e caderno de anotações.
(b) Tipo de ambiente: quarto silencioso e bem iluminado.
(c) Nível de ruído: baixo.
(d) Fatores de distração: celular em modo silencioso e sem interrupções.
(e) Tempo reservado para a leitura: 90 minutos.
(f) Meta em volume de leitura: 8 páginas (pp. 28–35).
(g) Nível de descanso ou cansaço: descansado e com energia.
(h) Fatores fisiológicos: leve sede; sem fome nem sono.
(i) Estado de atenção e concentração: concentrado e estável durante toda a leitura.

4 - Condições emocionais e afetivas

- Calmo, curioso e motivado; leitura realizada com atenção e interesse em compreender a teoria da intencionalidade da consciência e sua relação com a linguagem.

5 - Obra lida (referência em formato ABNT)

BRAIDA, Celso Reni. Filosofia da Linguagem I. Florianópolis: EAD/UFSC, 2009. Disponível em: repositório.ufsc.br. Acesso em: 08 out. 2025.

6 - Título da seção lida:  A teoria da intencionalidade da consciência e a linguagem

7 - Considerações sobre os conteúdos dos parágrafos lidos

Parágrafo 1 - Este parágrafo introduz a oposição entre a teoria de Stuart Mill e a de Bernard Bolzano. Enquanto Mill sustentava que uma expressão linguística é significativa por referir diretamente um objeto (denotação), Bolzano propõe o contrário: uma expressão pode ter significado mesmo sem referir a nada existente, desde que componha uma frase significativa. Essa ideia rompe com o vínculo direto entre linguagem e realidade, admitindo conceitos e representações sem referente real, mas ainda válidos cientificamente. Bolzano amplia o campo do significado linguístico, mostrando que a linguagem pode ter sentido mesmo sem um objeto concreto — por exemplo, em conceitos abstratos ou matemáticos. Isso representa um avanço no entendimento da autonomia semântica da linguagem em relação ao mundo empírico.

Parágrafo 2 - Aqui surge a resposta a Mill e Bolzano com a teoria da intencionalidade da consciência, desenvolvida por Franz Brentano e sua escola. Segundo essa visão, todo ato consciente é intencional, ou seja, está sempre dirigido a um objeto. Cada ato mental contém uma representação e um representado. A linguagem, como em Locke, é exterior ao pensamento: ela expressa estados mentais, mas não os forma. Assim, os desejos e pensamentos diferem conforme o modo de representação do objeto. A teoria de Brentano recoloca o foco na consciência e no papel das representações internas, mostrando que o pensamento é sempre “sobre algo”. Contudo, a linguagem ainda é vista como um reflexo ou instrumento da mente, não como sua estrutura formadora — mantendo uma hierarquia entre pensamento e expressão linguística

Parágrafo 3 - Neste trecho, a teoria da intencionalidade é aplicada diretamente à linguagem. Kasimir Twardowski (discípulo de Brentano) explica que cada nome linguístico cumpre três funções:

-Indicar que há um ato psíquico em quem fala;

-Evocar no ouvinte um conteúdo de representação (significação);

-Nomear um objeto representado.

Essa análise reforça o primado das representações mentais sobre a linguagem e mostra que cada consciência opera isoladamente, mediada apenas por signos linguísticos. Surge, então, o problema da intersubjetividade: como diferentes mentes podem compartilhar significados se cada uma tem representações próprias?    Twardowski sistematiza a relação entre linguagem e mente, revelando o esforço de conciliar pensamento e comunicação. No entanto, persiste a visão de que a linguagem é secundária — um meio de expressão de conteúdos mentais preexistentes — o que limita a compreensão da linguagem como produtora de sentido e de realidade compartilhada.

8 - Percepções pessoais sobre a experiência da leitura

(a) Esforço mental demandado: alto; leitura densa, com forte abstração conceitual e necessidade de atenção às distinções entre conteúdo, objeto e ato de representação.
(b) Pontos de fricção: compreender como a teoria da intencionalidade concilia a existência de representações de objetos inexistentes; distinguir entre o ponto de vista de Bolzano (representações sem objeto) e o de Brentano (todo ato consciente tem um objeto intencional)

9 - Ganho de conteúdo

(a) Com compreensão:
– Diferença entre as teses de Mill, Bolzano e Brentano;
– Conceito de intencionalidade da consciência;
– Ideia de que todo ato consciente está dirigido a um objeto;
– Linguagem como expressão externa de representações internas.

(b) Com domínio:
– Distinção proposta por Twardowski entre ato, conteúdo e objeto da representação;
– Compreensão de que a significação linguística reflete o modo como a consciência representa o mundo.

(c) Segurança plena para ensinar:
– Explicar a teoria da intencionalidade da consciência;
– Comparar as posições de Mill (denotação), Bolzano (significação sem objeto) e Brentano (direção intencional do pensamento);
– Mostrar a importância da noção de conteúdo representacional na filosofia da linguagem moderna.

RESUMO :                                                                                                                  

       Bernard Bolzano propôs que certas representações ou conceitos podem ser significativos mesmo sem se referirem a objetos existentes, ao contrário de Mill, que defendia que nomes próprios significam diretamente os objetos.

       Franz Brentano introduziu a teoria da intencionalidade, segundo a qual todos os atos conscientes estão sempre direcionados a um objeto. Cada ato possui conteúdo, composto de representação e representado. Assim, desejar algo ou pensar em algo envolve sempre um objeto intencional, real ou não.

       A aplicação à linguagem: as expressões linguísticas são sinais de representações conscientes; elas têm a função de evocar conteúdos de representação no ouvinte, além de denominar objetos.

Conclusão: a linguagem é secundária; a formação das representações e dos objetos do conhecimento ocorre antes da expressão linguística. Essa relação será modificada pelas teorias linguísticas posteriores, que colocam a linguagem como condição e meio para a formação de representações e constituição de objetos.

 

 

 

4º DIA DE LEITURA                                                                                                                                Data: 10/10/2025.                                                                                                             Hora de início: 08 h.

3. Condições preliminares:

(a) Recursos materiais disponíveis: livro em PDF, notebook, computador desktop, celular.

(b) Tipo de ambiente: escritório em casa.

(c) Nível de ruído: baixo.

(d) Fatores de distração: notificações de celular e computador desativadas.

(e) Tempo reservado para leitura:  minutos.

(f) Meta em volume de leitura: 10 páginas. (pag.36-45)

(g) Nível de descanso ou cansaço: bem descansado.

(h) Fatores fisiológicos: leve sede, sem fome ou sono.

(i) Estado de atenção e concentração: alto nível de atenção e concentração.

4. Condições emocionais e afetivas:

(a) Curioso, motivado e engajado na compreensão conceitual.

(b) Calmo, atento e receptivo.

(c) Ausência de apreensão ou frustração.

(d) Ausência de tédio ou desinteresse.

 

5. Obra lida (referência ABNT):

BRAIDA, Celso Reni. Filosofia da Linguagem I. Florianópolis: EAD/UFSC, 2009. Disponível em: repositório.ufsc.br. Acesso em: 09. out. 2025

6. Título da seção lida: Filosofia da Linguagem como disciplina filosófica fundamental

7. Considerações sobre os conteúdos dos parágrafos lidos:

Parágrafo 1: Antes da virada linguística, a linguagem era tratada como objeto externo ao pensamento, seguindo a tradição de Platão e Aristóteles. Os problemas da linguagem eram vistos como separados da atividade filosófica.

Parágrafo 2: A “virada linguística” mudou esse entendimento, mostrando que linguagem e pensamento são indissociáveis. Pensadores como Schleiermacher, Nietzsche e Frege argumentaram que conceitos filosóficos fundamentais derivam da linguagem e de suas estruturas gramaticais, indicando que a filosofia tradicional refletia apenas padrões linguísticos.

Parágrafo 3: Schleiermacher afirma que pensar e falar são uma única operação; Nietzsche vê a linguagem como filtro que molda a percepção do mundo; e Frege busca uma linguagem lógica e clara para evitar falsas concepções. Essa diferença originou a separação entre filosofia hermenêutica e analítica, mas ambas concordam que a realidade e o pensamento são estruturados pela linguagem.

8. Percepções pessoais sobre a experiência de leitura:

(a) Esforço mental demandado: médio,

(b) Pontos de fricção: compreender as diferenças entre as teses de Brentano, Bolzano e Mill, e aplicar a teoria da intencionalidade à linguagem.

9. Ganho de conteúdo:

(a) Com compreensão:

Atos conscientes estão sempre dirigidos a objetos, mesmo inexistentes.

Representações são primordiais em relação à linguagem.

Diferença entre objeto, representação e conteúdo linguístico.

(b) Com domínio:

Brentano e Meinong enfatizam o caráter secundário da linguagem.

Contraste teórico com Mill e Bolzano.

Exemplos, como o círculo geométrico, ilustram distinções entre conteúdo e objeto.

(c) Segurança plena para ensinar:

Explicar a teoria da intencionalidade da consciência.

Discutir a distinção entre objeto, representação e conteúdo linguístico.

Contextualizar a crítica a Mill e Bolzano, e a importância do primado da representação sobre a linguagem.

RESUMO:

       O capítulo apresenta a tese de que a linguagem não é apenas um objeto externo, mas constitutiva do pensamento e do mundo. Assim, estudar a linguagem é essencial para resolver problemas filosóficos.

       Historicamente, até o século XIX, a linguagem era vista como independente do pensamento, um objeto a ser analisado. A partir da chamada virada linguística, pensadores como Schleiermacher, Nietzsche e Frege mostraram que pensar e falar são inseparáveis, e que a linguagem molda os conceitos e a forma como percebemos a realidade. Para Schleiermache,  a linguagem é constitutiva do pensamento; sem ela, não seria possível pensar objetivamente, para Nietzsche: a linguagem cria esquemas que moldam nossa compreensão do mundo; pensar exige lutar contra suas armadilhas e para Frege: a linguagem histórica induz a erros; propõe construir linguagens artificiais claras para expressar conceitos sem ambiguidades.

       A filosofia analítica (Frege, Carnap, Quine) busca uma linguagem precisa para expressar a realidade, enquanto a tradição hermenêutica (Schleiermacher, Nietzsche, Heidegger, Gadamer) reconhece a historicidade e a pluralidade da linguagem, defendendo que a linguagem é sempre mediadora da realidade e do pensamento.

Conclusão: toda experiência e consciência do mundo passam pela linguagem; portanto, analisar a linguagem é analisar o pensamento e a realidade, sendo essa análise central tanto para a filosofia analítica quanto para a hermenêutica.

 

 

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